Série: Carta para anônimos – Carta 11



Oi gata,

Senti falta de você!

Falta do cheiro do teu creme de cabelo.
Falta da maciez do teu seio,
Que faço de travesseiro,
Pra sonhar minhas travessuras
E gozar a vida que é tão dura.

Na pouca luz,
O brilho dos teus olhos de quem tem sono.
Me faz crer que sou teu dono,
Mesmo sabendo que você é livre.

Você me banha e eu te banho.

Teu corpo molhado,
Antes mesmo de abrirmos o chuveiro.

Nosso amor é silencioso,
Por isso
Nossas mãos esculpem
no corpo do outro,
o que as palavras não sabem dizer.

Gosto das tuas curvas.
Da geografia do teu corpo.

Mas quando prende o cabelo,
E me convida ao prazer,
É que me perco,
Sem pressa de me encontrar.

Te abraço forte,
Pois sei que nem sempre te tenho por perto.
E falo sem parar…

Pro caso de se um dia seu corpo
De tão velho perca as memórias,
Pelo menos a alma possa lembrar,
O encontro-foda que era te amar.

Cheiro,

Te amo e te adoro!

Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2014


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