Búlica

Búlica
Vontade de lamber teus brancos dentes
E beber todo o sorriso que há em tua boca.
Teu beijo alvo.
Teu beijo, meu alvo.
Que me alveja
Me  acertando bem no peito, do pé, da alma.
Me exorcizando a calma.
Trazendo a pureza que um dia trouxe no bolso,
Junto  das bolas de gude,
Que perdi, todas juntas,
Na búlica sem fundo da vida.
Quero tuas gargalhadas de criança que brinca solta e livre,
 dentro do quintal da tia.
E se apresenta a deus,
Num templo de edredom,
Pedindo aos anjos que os pesadelos vão embora.
Mas,
Quando te quero menina, tu se faz mulher
Quando te quero minha mulher, tu se faz livre
 Mas,
Quando te deixo livre,
Você segura forte a minha mão,
E me gira em tua ciranda.

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